Tadeu Lobato – Leopardo

Junte clássicos da literatura mundial, zoologia africana, cultura oriental, a planta baixa de Belém e um livro gigante em uma galeria de arte. Essa é instalação “Leopardo”, do artista plástico Tadeu Lobato. Segundo o autor da obra, a instalação tem sentido a partir das conexões feitas com os elementos que a compõem, resultando em uma ficção que pretende refletir sobre a morte e a vida.

No chão onde está a planta baixa de Belém. Pelas ruas, em vez de nomes, estão frases do tipo “Ouso eu perturbar o universo”, de Eliot, além de trechos da peça “Macbeth”, de Shakespeare, e frases religiosas da Bíblia. Pontos vermelhos marcam pela cidade as andanças do personagem principal da história criada por Lobato. Ele diz que é “como se você fizesse um vôo rasante à procura de alguém, mapeando os movimentos da pessoa”. Ao redor estão as esteiras e as almofadas – como em uma casa oriental – que convidam o espectador a sentar e ler as frases, escritas na planta baixa. Isso, dentro do livro enorme.

Para Tadeu Lobato, a instalação “é como se uma pessoa estivesse em estado de suspensão, olhando para a trajetória de sua vida”. Além de estimular a reflexão, a obra pretende incitar os espectadores à leitura e deixá-los curiosos com as frases que ele selecionou a partir de suas preferências literárias. “Peguei as frases e fui montando a história. Você pisa na frase e lê o livro que eu montei. É uma maneira de juntar arte e conhecimento”, diz.

A sensação de morte também está presente na obra. O artista a define também como a impressão de “entrar em um lugar para velar alguém e contar a história da vida por meio das frases”. E conclui: “é uma reflexão. É como se você sentasse ao lado de alguém e contasse a sua vida em silêncio”.

E o leopardo? Onde fica na história? “O título da exposição é uma metáfora. O leopardo é um animal solitário, que vive sozinho nas árvores e vê tudo de cima”, diz Tadeu.

Fonte: Diário do Pará

Sobre MUFPA

O Museu da Universidade Federal do Pará, o único museu federal de artes visuais da Amazônia, vem desde 2003 se reestruturando para melhor guardar e avivar a memória de si e do outro. O prédio que abriga esse museu é uma construção do início do século XX, mas precisamente de 1903, conhecido como palacete Augusto Montenegro, foi projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro para ser a residência particular do então Governador do Estado do Pará, Augusto Montenegro. Este arquiteto que viveu no início do século XX em Belém, era formado pela Academia de Nápoles. Para o projeto, Santoro buscou informações no estilo arquitetônico renascentista italiano, bem como parte dos materiais utilizados na construção do prédio e sua mão de obra era oriunda da Itália. Lugui Bisi foi o mestre de obras e construtor do prédio.
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