Autores: Coleção C.C.J (Retratos de Direito)

Autores CCJ

BRAGA, Theodoro José da Silva (Belém, PA 1872 – São Paulo, SP 1953). Pintor. Sua formação artística iniciou-se com o paisagista Teles Júnior,em Recife (onde também se formou pela Faculdade de Direito, em 1893), transferiu-se para o Rio de Janeiro, frequentando então a antiga ENBA, na qual obteve prêmio de viagem à Europa em 1899. Fixando-se em Paris, ali se aperfeiçoou com Jean Paul Laurens, visitando depois outros centros artísticos europeus. De retorno ao Brasil, chegou a lecionar na Escola Belas Artes de São Paulo, recebendo a pequena medalha de ouro no SPBA de 1938. Foi um dos ilustradores da revista simbolista Vera Cruz, fundada no Rio de Janeiro em 1898. Dedicou-se também ao estudo de arte decorativa, principalmente dos motivos da cerâmica marajoara, passou a utilizar a técnica e as tintas originais obtidas com jenipapo, urucum e tabatinga. Publicou diversos livros, entre os quais Artistas Pintores no Brasil.

FRAZÃO, Arthur Paraguassu (Belém PA 1890 – 1957). Pintor. Aos vinte anos foi mandado à Alemanha para estudar Artes Plásticas, com bolsa de estudos, doada pelo pintor Alemão Max Burckardt. Residiu em Dresden, frequentou a Academia do pintor Martin Schumann. De volta a Belém, expôs por diversas vezes individualmente. Só a partir de 1921 é que começou a concorrer em exposições coletivas, em grande parte promovidas pelo Governo Estadual, nas quais recebeu premiação por diversas vezes.Tinha um especial interesse em pintar as paisagens amazônicas , seus rios , as margens de iguarapés, as vitórias-régias,o ver-o-peso.. Sua obra pode ser encontrada em diversas residências e instituições de Belém e nas embaixadas do Brasil em Paris, Amsterdan e Nova Iorque.

PASTANA, Manoel de Oliveira (Belém, PA 1888 – Rio de Janeiro, RJ 1984 ). Pintor, ceramista e artesão. Fez estudos de arte com Theodoro Braga e Francisco Estrada, fundador e professor da Academia Paraense de Belas Artes. Interrompendo durante certo período seu trabalho como pintor, dedicou-se ao artesanato em bronze e cerâmica, realizando inclusive pesquisas no campo da arte indígena brasileira. Conquistou medalha de bronze e de prata no Salão Paraense de Belas Artes de 1921 e 1922, medalha de prata e diploma de honra na Exposição Internacional das Artes e Técnicas (Paris, 1937), medalha de ouro em arte decorativa e de bronze em pintura no SNBA de 1939 e 1955. Foi por diversas vezes membro do júri de seleção e premiação do SNBA, entre 1937 e 1944. Suas obras também podem ser vistas no Museu Histórico Nacional, no Museu de Belas Artes em várias dependências do Ministério da Marinha.

SOUZA, José Irineu de (Fortaleza, CE 1850–1924). Pintor. Vindo para o Rio de Janeiro, estudou particularmente com Vitor Meireles, entre outros, frequentando também o Liceu Imperial de Artes e Ofícios, que lhe conferiu medalha de prata e em cuja exposição de 1882 (organizada pela Sociedade Propagadora de Belas Artes) figurou. Voltando em seguida ao Ceará, logo pintou A Libertação de Fortaleza, que o presidente da província fez adquirir para a Câmara Municipal. Pintou alguns quadros para o governo do Amazonas, inclusive um retrato em tamanho natural de D. Pedro II, e, para a Prefeitura de Belém, um trabalho comemorativo (Piquenique no Parque) da passagem do almirante Bacelar por esta cidade, deixando também um retrato do marechal Floriano Peixoto no palácio do governo cearense, em Fortaleza. Lecionou desenho no Pará e no Amazonas. Produziu numerosas telas com motivos amazônicos.

AZEVEDO , Carlos Custódio de (Belém, PA 1871 – 1944) . Foi para Paris em 1891, estudou com os mestres Jules Lefebvre, Lucien Doucet , Marcel Baschet, F. Schowmer e Paul Sain. Em 1899 , participou com a tela A fiandeira no salon de Paris , a qual hoje pertence ao acervo do Governo do Estado do Pará. Expôs individualmente, em Belém, apenas duas vezes a primeira , em 1901 , à rua João Alfredo e a segunda , no Salão Nobre do Theatro da Paz , em 1906 . Foi professor de desenho e de francês, lecionou no Colégio Paes de Carvalho e em outros de ensino da capital paraense.

Sobre MUFPA

O Museu da Universidade Federal do Pará, o único museu federal de artes visuais da Amazônia, vem desde 2003 se reestruturando para melhor guardar e avivar a memória de si e do outro. O prédio que abriga esse museu é uma construção do início do século XX, mas precisamente de 1903, conhecido como palacete Augusto Montenegro, foi projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro para ser a residência particular do então Governador do Estado do Pará, Augusto Montenegro. Este arquiteto que viveu no início do século XX em Belém, era formado pela Academia de Nápoles. Para o projeto, Santoro buscou informações no estilo arquitetônico renascentista italiano, bem como parte dos materiais utilizados na construção do prédio e sua mão de obra era oriunda da Itália. Lugui Bisi foi o mestre de obras e construtor do prédio.
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