`Museus e Redes Sociais` é o tema da Primavera de Museus

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, convida as instituições museológicas a participarem da quarta edição da Primavera dos Museus, que acontecerá no período de 20 a 26 de setembro.
Este ano o tema é ‘Museus e Redes Sociais’. O registro de eventos pode ser feito no sistema do Ibram/MinC, no site www.museus.gov.br.

A sugestão é que os museus organizem uma programação que aborde novas conectividades, trocas, diálogos e interações com a sociedade; interligando espaços, tempos e sujeitos. Podem ser oferecidos seminários, palestras, shows, exposições com visitas guiadas, exibição de vídeos, dentre outras atividades.

Informações: (61) 2024-4121 e 2024-4122, ou cpgii@museus.gov.br, no Departamento de Difusão Fomento e Economia dos Museus (DDFEM), do Ibram/MinC.

Fonte: Comunicação Social/MinC

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Tadeu Lobato – Leopardo

Junte clássicos da literatura mundial, zoologia africana, cultura oriental, a planta baixa de Belém e um livro gigante em uma galeria de arte. Essa é instalação “Leopardo”, do artista plástico Tadeu Lobato. Segundo o autor da obra, a instalação tem sentido a partir das conexões feitas com os elementos que a compõem, resultando em uma ficção que pretende refletir sobre a morte e a vida.

No chão onde está a planta baixa de Belém. Pelas ruas, em vez de nomes, estão frases do tipo “Ouso eu perturbar o universo”, de Eliot, além de trechos da peça “Macbeth”, de Shakespeare, e frases religiosas da Bíblia. Pontos vermelhos marcam pela cidade as andanças do personagem principal da história criada por Lobato. Ele diz que é “como se você fizesse um vôo rasante à procura de alguém, mapeando os movimentos da pessoa”. Ao redor estão as esteiras e as almofadas – como em uma casa oriental – que convidam o espectador a sentar e ler as frases, escritas na planta baixa. Isso, dentro do livro enorme.

Para Tadeu Lobato, a instalação “é como se uma pessoa estivesse em estado de suspensão, olhando para a trajetória de sua vida”. Além de estimular a reflexão, a obra pretende incitar os espectadores à leitura e deixá-los curiosos com as frases que ele selecionou a partir de suas preferências literárias. “Peguei as frases e fui montando a história. Você pisa na frase e lê o livro que eu montei. É uma maneira de juntar arte e conhecimento”, diz.

A sensação de morte também está presente na obra. O artista a define também como a impressão de “entrar em um lugar para velar alguém e contar a história da vida por meio das frases”. E conclui: “é uma reflexão. É como se você sentasse ao lado de alguém e contasse a sua vida em silêncio”.

E o leopardo? Onde fica na história? “O título da exposição é uma metáfora. O leopardo é um animal solitário, que vive sozinho nas árvores e vê tudo de cima”, diz Tadeu.

Fonte: Diário do Pará

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Keyla Sobral abre exposição de desenhos na UFPA

Não basta estar diante das imagens, há que se chegar bem perto para compreender a delicadeza desenhada em nanquim, pastel e tinta. Keyla Sobral, em seu traço minucioso, parece querer contar um segredo em “Mínimo Múltiplo Incomum”, exposição que reúne, a partir de hoje, 30 de seus desenhos no Museu da UFPA. Suspensos por fios invisíveis e livres de molduras, os trabalhos parecem flutuar pela sala.

“É um pequeno mundo, fictício ou não”, desconversa Keyla. Segundo ela, os desenhos nasceram como uma espécie de refúgio, e logo tomaram seu tempo em uma produção intensa.

“No início de 2009, eu vinha fazendo muito vídeo e web art, e comecei a me refugiar no desenho. Deixei fluir e, quando vi, estava desenhando todos os dias, quase que incessantemente”, lembra.

A idéia da exposição veio após uma conversa com Orlando Maneschy, que acabou ficando responsável pela curadoria da mostra e, portanto, assumiu a difícil tarefa de escolher, entre tantas e tantas páginas, o que viria compor a exposição. Como resultado, um conjunto de imagens em miniatura acompanhadas por frases curtas traduz registros particulares, pequenas alegrias e memórias.

“Ali estão percursos, histórias que eu conto, pequenos fragmentos, o meu subterrâneo”, define a artista, cuja trajetória é marcada pelo hibridismo. Keyla, que transita com naturalidade entre gravura, desenho, fotografia e vídeo, considera espontâneo esse cruzamento entre linguagens. “Sempre desenhei, e os outros suportes aconteceram naturalmente. Acredito que o artista acompanha o seu tempo, e esse hibridismo é o símbolo da época que vivemos”.

Curiosamente, depois de sua ilustração de mais de 60 metros quadrados tomar paredes, o chão e o teto da Kunsthaus de Wiesbaden, na Alemanha, eis que a artista volta a exibir sua habilidade como desenhista em um trabalho marcado pela sutileza.

E é exatamente por isso que adentrar neste universo requer zelo. O olhar desatento deixaria escapar, por exemplo, a figura minúscula grafada em uma das paredes da sala anil, em que um homenzinho de nanquim sugere: ‘o paraíso é azul’.

Confira

Exposição “Mínimo Múltiplo Incomum”, desenhos de Keyla Sobral. Abertura hoje, às 19h, no Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher, 1.192, Nazaré). Visitação até 30/09.  (Diário do Pará)

FONTE:

http://www.diariodopara.com.br/N-106292+KEYLA+SOBRAL+ABRE+EXPOSICAO+DE+DESENHOS+NA+UFPA.html

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Keyla Sobral – Mínimo / Múltiplo / Incomum

DESENHO DIÁRIO.

A artista visual Keyla Sobral faz exposição individual.


Desenhos feito palavras, palavras escritas feito desenho. É assim que se faz a exposição individual “Mínimo. Múltiplo. Incomum”, da artista visual Keyla Sobral, que abre dia, 17 de agosto, no Museu da UFPA, às 19:00h. E já que “a arte é um modo de reunir afetos”, como diriam Gilles Deleuze e Félix Guatari, Keyla reúne em seus quase trinta desenhos – traçados em nanquim, pastel e tinta -, seus afetos, histórias e muita verdade poética.

Segundo Keyla o desenho é uma constante em seu percurso artístico, “sempre desenhei, mesmo quando trabalho desenvolvendo outros processos artísticos, como web art, o desenho faz parte do processo”. De linhas extremamente sutis, o desenho de Keyla Sobral pode ser comparado tanto com artistas, tanto com poetas, trabalhos onde a formalidade da escrita se dilui quando encontra a linha.

“Keyla expõe, em desenhos delicados e pungentes, sentimentos profundos. Este trabalho traz a tona uma desenhista visceral e sensível que fala das dificuldades de adaptação a velocidade da vida contemporânea, das pequenas alegrias, da solidão, da saudade. Tem a coragem de revelar aquilo que lhe toca.” Afirma o curador da mostra Orlando Maneschy. Para ele, o público irá se identificar com a mostra, pois ela revela “formas de viver, sobreviver as pequenas violências do cotidiano, bem como emoções fortes, como o amor”, complementa.

Para esta exposição a artista diz “faço uma espécie de percurso intimista, revelador,onde trafego entre meus sentimentos e os materializo”. Keyla Sobral iniciou sua carreira artística em 2002, e já participou de exposições no Pará, São Paulo e Alemanha. Também possui vários prêmios em seu currículo, como Menção Honrosa XI Mostra de Arte Primeiros Passos do CCBEU (2003), 2º Grande Prêmio do Salão Arte Pará – 2005; Prêmio Aquisição XI Salão Pequenos Formatos UNAMA (2005), além de ter sido Mapeada pelo projeto RUMOS ITAÚ CULTURAL(2005/2006).

SERVIÇO:
MÍNIMO.MÚLTIPLO.INCOMUM.
Exposição de Keyla Sobral
abertura: 17 de agosto
hora: 19hs
período da exposição: De 17 de agosto a 30 de setembro
Local: Museu da Ufpa
Endereço: Av. José Malcher, 1192 – Nazaré.
Telefone: 32240871
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Comentários de Carlos Maneschy, Rômulo José Ferreira Nunes e Jussara Derenji :Coleção C.C.J (Retratos de Direito)

Ao inaugurar a exposição Retratos de Direito, o Museu da Universidade Federal do Pará, mais uma vez, recupera signifcativa parcela de nossa memória, agora trazendo a público 24 obras do acervo da antiga Faculdade de  Direito, uma das mais tradicionais instituições da Amazônia. É importante ressaltar que o trabalho foi possível graças à parceria entre o Museu e o Tribunal de Justiça do Estado, contando com a colaboração da sociedade através da Associação dos Amigos do Museu da UFPA.  Essa exemplar união de esforços possibilitou que fossem restaurados os retratos de juristas de reconhecida  importância para a história das duas instituições, restauro que também é contemplado no projeto da exposição. Por último, mas não menos importante, a mostra permite o contato com a técnica dos autores dos retratos, ampliando ainda mais o mérito da iniciativa, que enriquece nossa cultura ao resgatar a memória.
Carlos Maneschy
Reitor da Universidade Federal do Pará

A exposição “Retratos de Direito” passa a integrar o contexto das iniciativas em que a importância da justiça e a contribuição dos seus operadores para sua efetivação assumem a relevância que lhes é devida nos diferentes extratos sociais. Nela se inserem personalidades que inscreveram seus nomes nos avanços e conquistas do povo brasileiro, em particular do Estado do Pará, em capítulos marcados pela sabedoria e experiência de cada personagem, perenizados e reescritos através dos tempos, pelas ações, decisões, referidos no respeito e fortalecimento dos princípios basilares da cidadania.

Há, assim, razões especiais e particulares para que o Poder Judiciário paraense saúde e participe desta realização, em que avultam, entre tantos ilustres expressões do Direito e da Justiça em nosso Estado, cinco dos eminentes magistrados que exerceram a presidência do Tribunal de Justiça paraense. Suas Excelências legaram à magistratura, aos concidadãos e ao Pará seus preciosos exemplos de cultura jurídica e dignidade funcional, contribuindo, assim, para que a trajetória secular do TJE esteja inserida dentre as mais prestigiosas e conceituadas do país.

Desembargador Rômulo José Ferreira Nunes
Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará

O retrato pictórico começa a perder espaço no Brasil moderno da metade do século XIX em diante, época em que é introduzida a fotografia no país.
Lemos (1983) cita o caso do pintor Louis Aléxis Boulanger, ativo no Rio de Janeiro entre 1840-56, que pinta nesse período mais de mil e quinhentos retratos. No Pará, nesta mesma fase, a pintura, inclusive a de retratos da burguesia emergente, é um gênero praticado por estrangeiros, a maioria italianos ligados à Academia romana de San Lucca, e também por artistas locais com estudos no exterior como Carlos Custódio ou Constantino Chaves da Mota.  A introdução da fotografia iria mudar radicalmente esta situação. Na região norte que passa por fase de grande prosperidade econômica, de 1860 a 1911, logo surgem, com maior incidência em Belém, estúdios fotográficos que dentre suas crescentes atividades, popularizam o hábito, trazido da Europa, das carte de visite com as fotos sendo usadas em lugar dos cartões tradicionais, depois seguidas pelas cabinet portrait, de dimensão um pouco maior. O Instituto Histórico e geográfico do Pará possui, talvez a maior coleção destas apreciadas formas de apresentação e representação social no fim do século XIX. A fotografia como retrato procura, ainda no inicio do século XX, sintetizar a personalidade do retratado e constrói ambiências, cenários, nos quais arranjos compensatórios podem disfarçar alturas, defeitos ou características físicas indesejáveis, artifícios sobejamente conhecidos na pintura de mesmo gênero. O retratado é fixado na pose e nas roupas que mais o favorecem e o cenário é construído com as referencias necessárias ao entendimento da importância do personagem com emblemas de mando, marcos de posições polítcas, convicções religiosas ou situação na família.
O Retratos de Direito   ‘A Coleção da Faculdade de Direito, que o Museu da Universidade Federal expõe pela primeira vez após sua restauração no ano de 2005, situa-se nos parâmetros acima descritos de forma bastante peculiar. Seus primeiros retratos, das décadas de 10 e 20, são de um período em que a fotografia tornara-se corriqueira nas grandes cidades que, como era o caso de Belém, contavam com estúdios afamados desta nova forma de apresentação pessoal ou profissional. São da mesma fase, é interessante notar, os retratos pintados por artistas modernistas como Anita Malfat e Tarsila do Amaral, na mesma década de 20, confrontando tendência totalmente oposta. Nas fotos ainda que se perceba uma maior liberdade compositva, predominam os padrões representativos do século anterior, na obra dos artistas modernistas a influencia das novas tendências da arte européia apontam caminhos totalmente diversos. Escolher a pintura, numa fase em que a
fotografa já domina a cena, demonstra apego aos valores tradicionais mas, por outro lado, a escolha de alguns dos artistas indica mudanças modernizadoras contidas pela convencionalidade da proposta acadêmica. Os retratos do Curso de Direito, curso que antecede a fundação da Universidade no Pará, se situam assim num árduo limite para os artistas.
A pose fixa e quase imutável, a indumentária idêntica, as dimensões, até mesmo a moldura igual, tornam-se um desafio cujos resultados esta mostra hoje traz à discussão.  Restaurados pelo Tribunal de justiça do Estado do Pará os retratos tem várias leituras possíveis e todas instigantes. Representam pictoricamente os maiores juristas do século XX na região e podem ser vistos como os usuais retratos acadêmicos de homens públicos, justficando-se assim a introdução de presidentes da república ou juristas respeitados como Ruy Barbosa, o único que mereceria uma dimensão diferenciada e uma pose realçando a sua posição intelectual. São, por outro lado não menos importante do ponto de vista da representatividade social, retratos de personagens ainda reconhecíveis pelos vínculos familiares que persistem e assim podem ser vistos como antepassados recentes de membros atuantes na política, na vida acadêmica e social da atualidade. Outra leitura possível, e que rege a disposição física da atual mostra, é a de vê-los como obras de alguns dos mais importantes artistas do século XX no Pará: na fase inicial Theodoro Braga, Irineu, Manoel Pastana, e nos anos 50 Arthur Frazão.

Jussara da Silveira Derenji
Diretora do Museu da UFPA e Curadora da mostra


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Obras Restauradas: Coleção C.C.J (Retratos de Direito)

No ano de 2003 o Museu da UFPA recebeu 24 retratos da Coleção da Faculdade de Direito da UFPA. As telas, de autoria de artistas importantes dos séculos XIX e XX, tinham sofrido danos em sucessivas mudanças: da antiga Faculdade no Largo da Trindade, um longo período no Instituto Histórico e Geográfico do Pará, onde ficava o Museu de História e Arte da UFPA hoje extinto, para finalmente chegarem, em precário estado de conservação, ao
Campus Universitário de onde foram transferidas ao Museu. Iniciou-se de imediato uma avaliação para o restauro tendo dos trabalhos sido totalmente viabilizados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará que assim permitiu que as telas voltassem a apresentar a qualidade da época de sua execução pelos artistas Theodoro Braga, Irineu, Manoel Pastana e Artur Frazão.
O Museu já possuía telas desta Coleção de autoria de Carlos Custódio de
Azevedo e de Manoel Pastana que foram reintegrados após a restauração.

Augusto Montenegro

Promotor de justiça, juiz, diplomata, parlamentar, Augusto Montenegro foi uma personalidade das mais brilhantes no Pará do século XX. Nascido em Belém cursou direito em Recife, com uma licença especial da Câmara Legislativa, pois não alcançara a idade mínima para freqüentar um curso superior. A precocidade de Montenegro continua a se fazer notar em toda sua trajetória pública. Com 21 anos foi nomeado Juiz de Comarca no interior do Rio Grande do sul, e em 1890, ingressa no Corpo Diplomático, sendo designado para Adido da Embaixada em Paris, depois seguindo para Londres, cidades que já conhecera em várias viagens particulares anteriores. Deputado federal pelo Pará por várias legislaturas, líder da Câmara com destacada atuação, foi eleito Governador do Estado em 1901 aos 34 anos. Seu governo, começando com crise financeira, foi pautado pela eficiência administrativa e modernização de serviços do Estado. Junto com Antônio Lemos, Intendente da Capital, foi responsável pelas mais profundas mudanças urbanísticas e arquitetônicas da cidade de Belém. Em 1909, terminando seu governo, afasta-se para Europa. Morre em Lausanne, Suíça, no ano de 1915.

Augusto de Borborema

Nasceu em Salvador em 1852 tendo iniciado nesta cidade os estudos de Medicina que abandonou logo em seguida. Transferiu-se para Recife, onde bacharelou-se em Direito no ano de 1876. Foi promotor em seu estado natal até ser nomeado Secretário da Província de Sergipe e, em 1885, da Província da Bahia. Sua aspiração era a magistratura e por essa razão recusou a Presidência desta Província. Foi então nomeado Juiz de Direito da Comarca de Cachoeira do Arari, no Pará. Foi chefe de polícia na gestão de Justo Chermont cargo do qual pediu exoneração sendo atendido em 1891.

Voltou a ser Juiz de Direito e chegou a ser alçado a Desembargador em 29 de junho de 1891 cargo onde se manteve até a aposentadoria em 1902.

Augusto Borborema Pertenceu ao Instituto Teixeira de Freitas e depois foi fundador da faculdade de Direito, onde foi professor e diretor de várias cadeiras. Exonerou-se em 1916. Foi Senador, pelo Estado do Pará por várias legislaturas. Voltou a ser desembargador e professor sendo novamente aposentado, dos dois cargos, em fevereiro de 1932. faleceu em outubro do mesmo ano.

Antônio Acatauassú Nunes.

Filho mais velho de destacado político, jornalista e educador, o advogado Antônio Gonçalves Nunes, que receberia o título de Barão de Igarapé Miri em 1883, Antonio Acatauassú, nasceu em Belém em 1861. Assim como o pai estudou em Recife e se graduou em Direito. Retornando a Belém foi nomeado Juiz Federal do Pará. Em 1901, foi um dos fundadores do Instituto Teixeira de Freitas, em Belém. O instituto foi responsável pela instalação e funcionamento da Escola Livre de Direito que, já como faculdade, foi efetivada em 31 de março de 1902, nela Nunes foi o Catedrático de Direito Comercial. Por determinação do governador Augusto Montenegro, a faculdade passou a ser mantida pelo Estado.

Antonio Acatauassú Nunes foi Procurador Geral do Estado e eleito Senador exerceu o cargo por duas legislaturas consecutivas. Faleceu no Rio de Janeiro em 1927.

Abelardo Estevan da Costa Cruz.

Paraense, nasceu em 1890 e graduou-se, em 1916, na faculdade de Direito do Pará.

Exerceu vários cargos públicos dentre eles o de Juiz Substituto e promotor da Comarca de Belém. Por concurso em 1942 foi nomeado para cadeira de Direito Internacional Privado. Faleceu em 1945.

Álvaro Adolpho da Silveira

Nascido no Ceará, em 1882, Álvaro era de uma família de políticos, carreira que também seguiria. Iniciou o curso de Direito em seu estado natal e completou-o em Belém para onde se mudou. Bacharelou-se no ano de 1908 e ingressou no magistério superior da cátedra de Economia Política. Como político filiou-se ao Partido Conservador, ainda na Republica Velha, tendo sido Deputado e Senador Estadual, de 1912 a 1916, e de 1924 a 1930, respectivamente.

No período de liderança de Magalhães Barata filia-se ao Partido Liberal e, após a redemocratização do país, passou para o PSD sendo considerado depois de Barata, como o segundo mais importante da hierarquia partidária. Teve projeção no Senado Federal para o qual foi eleito em 1947 e reeleito em 1954, ocasião em que representou o Brasil na Assembléia Geral da ONU em Nova York. Grande conhecedor da região Amazônica contribuiu para a criação da SPVEA, depois SUDAM, hoje ADA e escreveu obras relacionadas a problemática regional.

Foi também pecuarista com grandes propriedades na ilha do Marajó. Faleceu durante mandato de Senador, no Rio de Janeiro, em 1959.

Alfredo Lins de Vasconcelos Chaves.

Catedrático da Faculdade de Direito foi político e educador. Teve relevantes cargos na administração estadual. Deputado Estadual na Legislatura de 1909 a 1912.

Ernesto Adolpho de Vasconcelos Chaves

Ernesto chaves nasceu na Paraíba em 1845. Bacharelado de Direito foi em seguida nomeado Juiz da Comarca de Bananeiras. Em 1880 torna-se Juiz de Direito em Santarém, Pará e logo após da Comarca do Guamá.

Foi nomeado Presidente da Província do Amazonas em 1886 pouco permanecendo no cargo, pois em 1887 desligou-se do cargo para vir assumir a Vara dos Feitos da Fazenda em Belém. No ano seguinte tomou posse no cargo de Desembargador do Supremo Tribunal de Justiça onde permaneceu até 1892 quando se aposentou.

Faleceu em 1934 em Belém.

Francisco de Paula Pinheiro

Paraense, cursou Direito em Recife diplomando-se em 1893. Em Belém foi catedrático de Direito Romano, e de Ciência da Administração e Direito Administrativo.

Foi deputado estadual e faleceu nesta capital em 1934.

Genuíno Amazonas de Figueiredo

Nasceu no Amazonas em 1875 e graduou-se na faculdade de Direito de Pernambuco no ano de 1894. Foi nomeado, no mesmo ano, promotor Público de Cintra, hoje Maracanã, no Pará. Foi transferido para Cametá onde foi nomeado Juiz Substituto. No governo Augusto Montenegro foi Secretário de Justiça, Interior e Instrução, cargo que exerceu de 1900 a 1908.

Foi fundador da faculdade de Direito, diretor da mesma, e Catedrático de Legislação Comparada de Direito Privado. Em 1931 passa a ministrar a disciplina de Introdução à Ciência do Direito. Foi nomeado Procurador Geral do Estado em 1934. Exerceu os cargos como o de deputado no Congresso Estadual e passou ao Senado Estadual sendo líder das duas casas.

Faleceu em setembro de 1942.

João Batista de Vasconcelos Chaves

Nasceu em outubro de 1876, Macaíba, Rio Grande do Norte, graduou-se pela Faculdade de Direito de Pernambuco no ano de 1894.

Vindo para o Pará, aqui exerceu vários cargos públicos, foi um dos fundadores da Faculdade de Direito do Pará, da qual foi catedrático de Direito Criminal. Era também jornalista e publicista, além do orador. Deixou várias obras, entre as quais Memória Histórica desta Faculdade, e Ciência Penitenciária.

Faleceu na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, em abril de 1924.

João Batista Ferreira de Sousa

Amazonense, cursou a faculdade de Direito de seu estado, como jornalista atuou no “Amazonas” e no “O Jornal do Comércio”. Publicou vários livros: A Instrução no Amazonas, A Imprensa no Amazonas; Os Cursos Jurídicos; As Igrejas; Os Cemitérios de Manaus. Era um grande colecionador de jornais, possuindo coleções completas de jornais antigos amazonenses.

Foi Diretor da Faculdade de Direito do Pará.

José Augusto Meira Dantas

Nasceu em engenho da família, no município de Ceará Mirim, no Rio Grande do Norte, em 1873. Seu pai foi homem de grande cultura e prestígio político. José Augusto ingressa na Faculdade de Direito de Recife onde se gradua em 1899.

Depois de curta estada no Rio de Janeiro, onde foi delegado de Polícia, chegou ao Pará sendo nomeado Promotor Político da Comarca de Santarém. Em 1905 transfere-se para Belém estabelecendo escritório de advocacia e dedicando-se ao jornalismo. Aprovado em concurso ingressa na Faculdade de Direito da capital, atuando nas cátedras de Direito Penal e Civil. Em 1913 foi eleito deputado estadual, sendo várias vezes reeleito.

Senador da República em 1947 – 1950 e Deputado federal de 1951 – 1955.

José Antonio Picanço Diniz.

Nasceu em 1870, provavelmente em Óbidos no Pará, e se bacharelou pela faculdade de Direito de Recife no ano de 1892. Foi Juiz de Direito de Belém, mas requereu ficar avulso na magistratura ingressando na advocacia com um movimentado escritório na capital. Foi diretor do Tesouro Público do Estado, no governo de João Coelho. Submeteu-se ao concurso de professor substituto da Faculdade de Direito do Pará, no ano de 1908, e foi, posteriormente, diretor da Faculdade.

Abandonou a profissão indo para a cidade de Óbidos onde se dedicou ao comércio e a indústria.

José Carneiro da Gama Malcher

Nasceu em Belém em 1872. Cursou Direito em Recife. Deputado Estadual pelo Partido Republicano Liberal em duas legislaturas. Exerceu o cargo de Diretor geral da Fazenda em todo o período administrativo de Enéas Martins.Foi eleito Governador constitucional pela Assembléia Constituinte do Estado do Pará em abril de 1935 a novembro de 1937. Em 1938, por ocasião da decretação do Estado Novo, de Governador passou a Interventor, função que ocupou até 1942, quando Magalhães Barata retornou ao executivo do Estado. No mesmo ano foi nomeado Presidente do então Banco da Borracha, atualmente Banco da Amazônia S.A, cargo que deixou  em 1945, recolhendo-se, então, à vida particular. Faleceu em 1956.

José Ferreira Teixeira

Nascido na ilha do Marajó, em Muaná, no ano de 1865, José Ferreira Teixeira foi magistrado, político e educador. Formado em Direito pela Faculdade de Recife foi abolicionista e republicano, tendo se destacado nesses movimentos. Foi Deputado e Senador pelo Pará.

Promotor público de Curuçá, de 1890 a 1891. Juiz substituto no Pará, no mesmo ano. Professor de Direito Internacional na Faculdade de Direito e Diretor da Escola de Agronomia do Pará. Membro do Instituto Histórico e Geográfico escreveu várias monografias e ensaios. Morreu em Belém no ano de 1944.

Júlio César de Magalhães Costa

Nasceu na cidade de Curucá, na Bahia em 1868. Foi promotor e depois Juiz da Comarca de Geremoaba. Transferiu-se ao Pará foi nomeado como Juiz substituto da Comarca de Muanã, onde permaneceu até 1901, daí passando a juiz de Direito de Gurupá e, ainda no mesmo ano, para Igarapé-Miri. Em 1905 passou para a capital sendo nomeado Juiz de Direito da 4° Vara em Belém. Ascendeu ao Tribunal de Justiça em maio de 1910. Foi Procurador do Estado, Chefe da Polícia, Presidente do tribunal, Delegado Fiscal junto à Faculdade de Direito do Pará, faculdade na qual foi professor de Teoria Prática Particular e Criminal.

Morreu no Rio de Janeiro em 1954

Justiniano de Serpa

Diretor da Faculdade

Luiz Estevam de Oliveira

Natural de Pernambuco, nomeado em maio de 1911 para Professor de Direito Criminal da Faculdade de Direito do Pará.    Recebeu desta Faculdade o título honorífico de Professor Emérito em 15 de dezembro de 1950

Raimundo Nogueira de Farias

Nascido em Belém 1884, Raimundo Nogueira de Faria foi jurista, poeta e prosador. Cursou Direito na faculdade do Pará diplomando-se em 1917. Fez parte da Congregação da mesma Faculdade tendo ocupado cargos públicos de destaque, como o de Secretário de Segurança Pública; Secretário Geral do Estado e foi eleito Desembargador do Tribunal de Justiça em vários períodos assim como foi, por diversas vezes, diretor da Faculdade de Direito. Filantropo, ajudou o médico Ofir Loyola a fundar o Instituto de Proteção e Assistência a Infância, depois dedicada ao tratamento do câncer. Deixou considerável obra literária.

Samuel  Wallace Mac Dowell

Nasceu em Pernambuco, na cidade de Olinda, em 1884, mas foi criado, em Belém. Entrou na carreira militar para conseguir seguir a profissão de engenheiro por impossibilidade financeira da família em custear seus estudos. Aceito no Batalhão de Artilharia fica sob o comando de Hilário Gurjão, e na Corte, ingressa na Escola Central. Em 1862 recebe a ajuda do governo Provincial para cursar Direito e o faz em Olinda diplomando-se em 1867. Estabeleceu-se em Belém, com um escritório de advocacia e instalou um jornal: A Regeneração. Foi professor, procurador fiscal e promotor público, dedicou-se a causa abolicionista. Na Questão Religiosa, Mc Dowell defendeu os bispos com tal veemência que foi também condenado, mas depois absolvido. Os bispos, porém tiveram suas penas confirmadas e o advogado ganhou renome nacional ao continuar a defendê-los. Destacou-se na política tendo feito parte de vários ministérios, Ministro da Marinha em 1887 e depois da Justiça. Em 1888 recebeu do imperador o título de Conselheiro de Estado. Monarquista, afastou-se após a Proclamação da República.

Morreu em Paris em 1908.

Santos Estanislao de Vasconcelos

Paraibano de Bananeiras, Santos Estanislao nasceu em 1860. Estudou Direito em Recife onde concluiu o curso de 1879. Retornou a Paraíba, como promotor público. Em 1884 foi nomeado juiz de órfãos na Comarca de Cametá e Baião, no Pará. Foi promotor de Pilar e Campina Grande, juiz Municipal de Mamanguape. Foi Juiz de Direito até a Proclamação da República quando foi destituído. Retornado ao Pará foi nomeado Juiz de Direito de Chaves em 1892, em Baião e Cametá. Foi chefe de Polícia da capital do Pará e foi designado para o Tribunal de Justiça em 1899. Desembargador a partir de 1901 ficou no egrégio Tribunal por 30 anos sendo aposentado em 1932. Morreu um ano depois.

Epitácio Pessoa

Nascido em 23 de maio de 1865 em Umbuzeiro na Paraíba. Formou-se em advogado pela Faculdade de Direito de Recife, tornando-se, logo após professor de direito no Rio de Janeiro. Em 1919 foi eleito Presidente da República do Brasil, mandato que durou até 1922. Faleceu na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, em  fevereiro de 1942.

Ruy Barbosa

Nascido em 5 de novembro de 1849 em Salvador, Bahia. Formou-se em direito em 1870 pela Faculdade de São Paulo. Ganhou prestígio como orador, jurista, defensor das liberdades civis e foi candidato, por quatro vezes, à presidência da República. Faleceu em 1º de março de1923 em Petrópolis no Rio de Janeiro.

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Autores: Coleção C.C.J (Retratos de Direito)

Autores CCJ

BRAGA, Theodoro José da Silva (Belém, PA 1872 – São Paulo, SP 1953). Pintor. Sua formação artística iniciou-se com o paisagista Teles Júnior,em Recife (onde também se formou pela Faculdade de Direito, em 1893), transferiu-se para o Rio de Janeiro, frequentando então a antiga ENBA, na qual obteve prêmio de viagem à Europa em 1899. Fixando-se em Paris, ali se aperfeiçoou com Jean Paul Laurens, visitando depois outros centros artísticos europeus. De retorno ao Brasil, chegou a lecionar na Escola Belas Artes de São Paulo, recebendo a pequena medalha de ouro no SPBA de 1938. Foi um dos ilustradores da revista simbolista Vera Cruz, fundada no Rio de Janeiro em 1898. Dedicou-se também ao estudo de arte decorativa, principalmente dos motivos da cerâmica marajoara, passou a utilizar a técnica e as tintas originais obtidas com jenipapo, urucum e tabatinga. Publicou diversos livros, entre os quais Artistas Pintores no Brasil.

FRAZÃO, Arthur Paraguassu (Belém PA 1890 – 1957). Pintor. Aos vinte anos foi mandado à Alemanha para estudar Artes Plásticas, com bolsa de estudos, doada pelo pintor Alemão Max Burckardt. Residiu em Dresden, frequentou a Academia do pintor Martin Schumann. De volta a Belém, expôs por diversas vezes individualmente. Só a partir de 1921 é que começou a concorrer em exposições coletivas, em grande parte promovidas pelo Governo Estadual, nas quais recebeu premiação por diversas vezes.Tinha um especial interesse em pintar as paisagens amazônicas , seus rios , as margens de iguarapés, as vitórias-régias,o ver-o-peso.. Sua obra pode ser encontrada em diversas residências e instituições de Belém e nas embaixadas do Brasil em Paris, Amsterdan e Nova Iorque.

PASTANA, Manoel de Oliveira (Belém, PA 1888 – Rio de Janeiro, RJ 1984 ). Pintor, ceramista e artesão. Fez estudos de arte com Theodoro Braga e Francisco Estrada, fundador e professor da Academia Paraense de Belas Artes. Interrompendo durante certo período seu trabalho como pintor, dedicou-se ao artesanato em bronze e cerâmica, realizando inclusive pesquisas no campo da arte indígena brasileira. Conquistou medalha de bronze e de prata no Salão Paraense de Belas Artes de 1921 e 1922, medalha de prata e diploma de honra na Exposição Internacional das Artes e Técnicas (Paris, 1937), medalha de ouro em arte decorativa e de bronze em pintura no SNBA de 1939 e 1955. Foi por diversas vezes membro do júri de seleção e premiação do SNBA, entre 1937 e 1944. Suas obras também podem ser vistas no Museu Histórico Nacional, no Museu de Belas Artes em várias dependências do Ministério da Marinha.

SOUZA, José Irineu de (Fortaleza, CE 1850–1924). Pintor. Vindo para o Rio de Janeiro, estudou particularmente com Vitor Meireles, entre outros, frequentando também o Liceu Imperial de Artes e Ofícios, que lhe conferiu medalha de prata e em cuja exposição de 1882 (organizada pela Sociedade Propagadora de Belas Artes) figurou. Voltando em seguida ao Ceará, logo pintou A Libertação de Fortaleza, que o presidente da província fez adquirir para a Câmara Municipal. Pintou alguns quadros para o governo do Amazonas, inclusive um retrato em tamanho natural de D. Pedro II, e, para a Prefeitura de Belém, um trabalho comemorativo (Piquenique no Parque) da passagem do almirante Bacelar por esta cidade, deixando também um retrato do marechal Floriano Peixoto no palácio do governo cearense, em Fortaleza. Lecionou desenho no Pará e no Amazonas. Produziu numerosas telas com motivos amazônicos.

AZEVEDO , Carlos Custódio de (Belém, PA 1871 – 1944) . Foi para Paris em 1891, estudou com os mestres Jules Lefebvre, Lucien Doucet , Marcel Baschet, F. Schowmer e Paul Sain. Em 1899 , participou com a tela A fiandeira no salon de Paris , a qual hoje pertence ao acervo do Governo do Estado do Pará. Expôs individualmente, em Belém, apenas duas vezes a primeira , em 1901 , à rua João Alfredo e a segunda , no Salão Nobre do Theatro da Paz , em 1906 . Foi professor de desenho e de francês, lecionou no Colégio Paes de Carvalho e em outros de ensino da capital paraense.

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